sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sexo e Espiritualidade: Por Que Combinam Tanto (Parte 2)


Dando continuidade ao post anterior, vamos tratar de outras questões relativas à sexualidade:

3. O que fazer quando o sexo esfria dentro do casamento?
Coloque mais fogo na relação. Alimente a fogueira com mais gravetos, como diria meu pastor. A rotina, os filhos, os problemas financeiros, os corpos que vão mudando de forma (geralmente pra redonda hehe), o cansaço físico natural e a mudança de cabeça que vêm com a idade podem ser fatores que trazem um verdadeiro desânimo quando o assunto é sexo. Então, dentro do possível, tente caminhar na contramão disso (ainda que aceitando que certas coisas mudam mesmo): saia da rotina de vez em quando usando sua criatividade e valorizando o que o outro valoriza, crie uma noite romântica pra sua esposa, faça pequenos agrados e depois "pegue ela de jeito" (a menos que esteja irritada com algo), faça o prato preferido de seu esposo e o sirva com um sorriso sedutor (que você ainda tem, acredite), tomem banho juntos às vezes (não importa a mudança dos corpos, mas o carinho e a cumplicidade adquiridas), experimente novas posições sexuais (nenhum problema desde que os dois concordem, converse sobre suas fantasias com seu cônjuge), pague um dia de beleza pra sua esposa (ainda que ela tenha dinheiro pra isso e o costume de se cuidar), a chame pra passear no calçadão da praia, elogie o outro privadamente e publicamente, exalte mais as qualidades do que os defeitos (incentivem mais ao invés de só cobrar, viu mulheres?), redescubra a beleza da sua esposa e seja incansável pra que ela redescubra também (uma coisa retroalimentará a outra), respeite o momento do outro, ouça com toda atenção (sem pressa, homens!), divida mais as tarefas de casa, presenteie com certa frequência (mesmo com algo simples), encarem juntos os problemas (problemas esfriam, mas a cooperação amiga aproxima e esquenta), beije muito na boca (sim, casados também devem beijar, mas não esqueça de escovar bem os dentes e de usar fio dental) e em outros lugares do corpo, façam passeios (mesmo sem grana, há opções viáveis desde que se use a criatividade), dentre outras coisas. Um sexo bom não é algo isolado de todo resto, mas forjado pelo todo que é compartilhado.

4. Como lidar com pulsões sexuais deturpadas?
Vivemos numa época de muitos adoecidos quanto à sua sexualidade, em que a fantasia toma o lugar do real, onde projetamos no outro aquilo que não é, tempo de autoimagens deturpadas por traumas vividos, de problemas de ansiedade patológicos, o que sem dúvida traz inúmeros problemas pra solteiros e casados, cristãos ou não. E, para além de problemas por que todos passam, existem muitos ninfomaníacos, muitos sadomasoquistas, muitos homossexuais e bissexuais, muitos pedófilos, muitos viciados em cybersexo ou até pessoas que têm nojo de sexo e repulsão a toques físicos. A realidade é pesada, incômoda, mas existe. Não podemos ignorá-la. Nem sentenciar estas pessoas se o amor de Deus as alcança também.

Se você se percebe com alguma destas (ou outras que não citei) pulsões sexuais deturpadas, saiba de uma coisa: Deus te ama, tem cura pro seu coração e um caminho de felicidade plena pra você! Não estou prometendo que todos se verão curados instantaneamente de suas pulsões, que num passe de mágica tudo se resolverá. Muitas libertações são processuais, demandam tempo, renúncia, exigem fé e perseverança. E é preciso que você se aceite, se ame de verdade, mesmo não gostando de certas coisas em você. Se Deus te ama, por que você não se amaria? Muitos talvez percebam que o velho homem continuará "gritando" às vezes, afinal a natureza caída, corrompida pelo pecado, sempre militará contra o Espírito. Contudo, com sua vida aos pés da cruz de Cristo, com o passar do tempo, você verá que estes desejos não serão mais um problema, não ditarão seu comportamento, não te impedirão de ser feliz de verdade - ou seja, da maneira de Deus. Não serão reprimidos, mas sublimados, canalizados de outra forma. Como já disse antes, na luta contra a carne, nosso relacionamento com Deus é a chave, não importa quão pior pareça o seu problema ou pecado. A graça de Deus te alcança da mesma forma, ainda que você não se perdoe por sua pulsão inapropriada. Aliás, é esta graça que te acompanhará por toda a sua vida, te fortalecendo a cada dia, te revelando sua verdadeira identidade Nele, te fazendo viver a partir desta. Deus cuida de você!

Ah, e algo muito importante: existem situações em que uma ajuda profissional se fará necessária. "Mas Deus não é suficiente na minha vida?", alguém pode perguntar. Sim, respondo, mas Ele também capacita e usa pessoas pra fazer valer Seus propósitos. Não devemos limitar Seu agir à forma que nos parece mais conveniente. Um terapeuta sério, competente e de preferência cristão poderá ser muito usado por Deus nesse processo. Ainda que muitos prefiram guardar para si mesmos tais "monstros" existenciais, é verdade que eles perdem força quando expostos ao outro. Mas não qualquer outro, mas alguém com condições e disposição pra nos ajudar. Pense nisso, ore a Deus e Ele te mostrará o que precisa fazer, a quem procurar. E lembre-se: você não é inferior por nenhuma destas coisas, o seu valor está Nele, que te ama e te mostra qual É o seu real valor.

5. Quantidade ou qualidade?
Os dois. Hehehe. Tem maridos que pensam que precisam fazer sexo todo dia - e mais de uma "bimbada" por vez - pra serem "viris". Não é a quantidade que faz você ser bom de cama. A mulher está muito mais interessada na qualidade do sexo: nos olhares trocados, nos elogios ao longo do dia, nas preliminares, nos beijos, na preocupação do homem de que ela também sinta prazer e alcance o orgasmo. Um quer quantidade, a outra qualidade. Por que não unir os dois - mas sem expectativas irreais?

6. Posso ser feliz sem sexo?
Sim - e deve. Sexo é divino, é bênção, mas não pode ser o motivo de estarmos felizes. Até porque, se um dia acabar, se o corpo não responder, como ficaremos? Então, se você ainda não o pratica, ou se está enfrentando problemas nessa área, não ache que é o mais infeliz dos seres humanos. Sua vida é bem maior do que isso! Se é solteiro, é legítimo querer casar e desfrutar do prazer do sexo! Se é casado, é legítimo querer ter uma vida sexual satisfatória - e deve lutar por isso! Mas não podemos transformar o sexo num ídolo, num deus. Não! O sexo foi feito para ser vivido num contexto de amor e compromisso. Se você está solteiro, divorciado, viúvo, não se julgue infeliz. E não tente fazer do sexo algo barato. Sua felicidade deve estar em Deus e em tudo de bom que Ele coloca hoje na tua vida! A vida é mais do que a mídia vende que é! Pense nisso.

7. Por que sexo é tão bom?
Porque é! Hehehe. Porque tudo que Deus faz é perfeito. Porque é o clímax da intimidade de um casal que se ama. Mas se não se amarem, se não houver uma aliança, será apenas um momento agradável - ou não. Muitos por aí banalizaram tanto a questão do sexo que o fazem como se estivessem sovando a massa de uma pizza. Ou, usando uma linguagem chula, como se estivessem "mijando" - não há um prazer quando fazemos isso? Mas não há envolvimento real, verdadeiro, não há o prazer da cumplicidade, da admiração pelo outro, não há tesão de verdade. Sexo é mais do que aliviar necessidades fisiológicas. E, falando de tesão, este é construído por muito mais do que o visual - embora este fator seja muito importante pros homens. O tesão é fruto de afinidade, de um sorriso, de um olhar, do compromisso, do sonhar junto, do estar junto nos momentos difíceis, do compartilhar a vida. Um homem pode (e vai) se excitar ao ver uma mulher gostosa. Mas isso nem se compara ao tesão de estar ao lado de uma mulher encantadora no seu jeito de ser, atenciosa, charmosa, auxiliadora, amiga. Claro, é importante que tanto o homem quanto a mulher cuidem do seu corpo, da aparência, se vistam bem, usem um bom perfume. Somos muito guiados pelos sentidos, não podemos negar ou negligenciar isso. Mas isso não é tudo, e sim deve fazer parte do todo! O tesão, então, é esse conjunto de elementos que nos fazem admirar o outro, desejá-lo. Sexo é bom. Mas é dever do casal não deixar a peteca cair. É bom, mas pode ser muito bom, pode ser ótimo, maravilhoso, incrível! Se Deus criou o sexo, e se Ele colocou uma pessoa pra dividir contigo a caminhada, por que não vivê-lo da melhor forma possível? Um sexo "tão" bom pode estar mais ao seu alcance do que pensa! Aproveite!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sexo e Espiritualidade: Por Que Combinam Tanto (Parte 1)


Eu sei que o título deste post pode parecer irônico, mas não é não. Sexo e espiritualidade têm tudo a ver. E eu vou explicar por quê. Antes, porém, eu queria ser honesto com você que está lendo isso. Não quero te enganar, mas te dar o direito de continuar lendo ou não. Sendo bem direto: eu ainda sou virgem. Não que eu veja problema nisso, não vejo nenhum, mas alguns vão pensar: "Ih, caramba! Quer me ensinar o que então, mané?". Bem, se acha que sexo é um assunto que só pode discutir quem pratica, então valeu. Até a próxima. Mas eu acredito que podemos aprender muito sobre sexo através: dos valores e princípios bíblicos aprendidos, da experiência dos pais ou de amigos casados, de ler sobre o assunto mesmo (e não estou falando das revistas Playboy ou Sexy) e da descoberta da própria sexualidade (que nos faz pensar muuuuito sobre o assunto e reconhecer nossos desejos e impulsos). Bem, este é um blog de conteúdo pautado por princípios cristãos. Então minha proposta é tratar do assunto sob essa perspectiva. Não vou aqui tratar de posições sexuais mais prazerosas - pois, além de ser algo extremamente subjetivo, foge ao que posso abordar com propriedade. Então, vamos à afirmação que fiz: sexo e espiritualidade têm tudo a ver. Por quê?

Bem simples: porque foi Deus quem criou o sexo. Foi Ele quem nos dotou de instintos sexuais e, claro, visando também ao nosso prazer. Os hormônios que você tem, foi Ele quem os colocou dentro de você. As substâncias químicas que são liberadas em nossos corpos antes, durante e após o ato sexual, foi Deus quem as criou e determinou para que atuassem mediante certos estímulos. Sentir prazer não é pecado. Tudo o que Deus faz tem Sua sabedoria! Deus projetou o homem e a mulher num encaixe perfeito: tanto do ponto de vista físico como emocional. Somos iguais em valor, mas diferentes fisicamente e psiquicamente. Somos diferentes, mas nos complementamos. E eu acredito que, ainda que existam (e devem existir) afinidades, são essas diferenças que nos atraem. Desejamos o que não temos. Desejamos nos tornar um com a outra pessoa - mas para isso precisamos ser um em nós mesmos também. A outra pessoa tem o direito de nos ter por completo - e vice-versa. Do contrário será uma relação doentia e não de interdependência saudável. A Bíblia trata sobre sexo. Ela nos mostra tanto exemplos positivos quanto negativos desta experiência. Ela nos aponta princípios que, se observados, nos levarão a experimentá-lo em sua plenitude. Eu gostaria então de comentar algumas dúvidas que ouço a respeito deste assunto:

1. Sexo é (ou não é) casamento?
O sexo foi criado para ser vivido dentro do contexto do casamento. Fora dele é uma experiência incompleta e que traz conseqüências sérias, ainda que do ponto de vista psíquico e imperceptíveis num primeiro momento. Em Gênesis 2.24 está escrito: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne". Há um contexto, uma ordem implícita: primeiro, devem deixar os pais (não se trata apenas de uma mudança de residência, mas de um desapego necessário, bem como da dimensão pública e social que deve ter o início do matrimônio, com todas as suas implicações), depois, o homem deve se unir à sua mulher (união não só geográfica, mas afetiva em sua plenitude e espiritual), e enfim serão os dois uma só carne (que é a consumação através do sexo - que vem acompanhado de toda uma identificação entre as duas pessoas). Tudo isso junto marca o início do casamento. Por isso eu me guardo para transar apenas dentro desse contexto. O sexo faz (e deve fazer) parte do casamento. Mas o casamento é mais do que sexo, como vimos e ainda veremos.

Eu ouço muitos amigos cristãos afirmarem, baseados em certas passagens bíblicas, que sexo é casamento e ponto final. Eu diria que uma cuidadosa exegese não nos permite afirmar isso. Eu acredito sim que o sexo tem o peso psíquico de um casamento, embora não o seja em sua plenitude. Por isso deixa tantas marcas em quem o vive fora do contexto adequado. Há alguns exemplos bíblicos de pessoas que firmaram o casamento através do ato sexual - o que fazia parte do costume de uma época e trazia imediatamente aos envolvidos o compromisso social do pacto matrimonial. Não se podia provar do "doce" sem assumir responsabilidades - tentar isso dava até morte. É bem diferente do que vemos hoje em dia: pessoas que querem usufruir do prazer sexual a dois, sem assumirem o compromisso de um viver a dois. Ou querem morar juntas pra dizerem pra si mesmas e pra sociedade que estão firmando um compromisso - mas na verdade buscam um modo mais fácil de fazer e desfazer as coisas caso não dê certo, pois o que buscam mesmo é uma intimidade now sem muitas implicações. O casamento não é uma aventura inconseqüente, mas uma aventura de pessoas corajosas que descobriram o amor maduro. E, porque o sexo é para ser vivido dentro do contexto do casamento, é que as relações extraconjugais são reprovadas biblicamente - o princípio é o mesmo. Existe um pacto, uma aliança que não pode ser quebrada, mas deve ser preservada em amor. E é Deus, juntamente com a vontade do casal em submeter-se a Ele, que renovará esse amor em seus corações. Amar é decidir amar todos os dias.

2. A carne é fraca - e agora?
Temos uma natureza caída que nos impulsiona a deturpar tudo o que Deus criou. Nossos sentidos muitas vezes estão desajustados, nossa vontade em desacordo com a vontade do Criador, nos sentimos fracos e impotentes diante do desafio de sermos santos, de nos separarmos do mundo, de agirmos conforme a Palavra. Como diria Paulo, fazemos o mal que não queremos e o bem que queremos não fazemos. E, de fato, queridos leitores, somos fracos mesmo. Eu por mim mesmo, tenho a plena consciência disso, não agüento. É muito difícil. Já pensei várias vezes em chutar o balde. Doido pra dar uma "bimbada" (hauhauahauhau, só pra descontrair) e Deus me dizendo pra segurar a onda. "Será que Deus é um cara sarcástico ou um estraga-prazeres, que fica gargalhando de nos ver sofrendo?", alguém pode pensar. É certo que não. Todas as prescrições bíblicas não são mero capricho do Criador, nem existem por causa de Seu senso de humor. Mas são expressão de Sua bondade para conosco, visam ao nosso bem. Como Criador, Ele sabe exatamente o que é bom e o que não é bom para nós. Mas nossa percepção, maculada pelo pecado, nos engana.

O que fazer então? Objetivamente, quero afirmar que o legalismo não é a solução. Uma coisa são estratégias (que podem ajudar, mas não são suficientes), outra coisa é encher-se de regras impostas por si próprio, por outros ou pela religião. Estas nem ajudam, só escravizam e reprimem o desejo. O legalismo é tão nocivo quanto a libertinagem. E o que eu proponho não é um meio-termo, pois meio-termo cada um tem o seu. O que me salva das ciladas do pecado é estar bem no meu relacionamento com Deus. Esse é o ponto-chave! É depender Dele diariamente, é colocar meus olhos Nele, é estar "ligado" no Pai. Podemos até achar que estamos bem com Deus, mas se não estamos nos apartando do mal, não estamos tão bem quanto achamos. A luz afasta as trevas. Não nos livra das tentações, mas nos livra quando formos provados. Também não tenta nossa resistência, não sente prazer em "brincar com fogo", mas foge do mal. Por isso precisamos estar vigilantes. Tomar o devido cuidado com tudo que venha a enfraquecer nosso relacionamento com Ele. Não negociar nosso tempo qualitativo de oração e busca na Palavra.

Relacionamento não é receita de bolo, não é um truque de mágica. Um relacionamento sadio precisa de tempo de qualidade e diálogo. Assim também é o nosso relacionamento com Deus! A culpa, o medo, a preguiça, o orgulho são adversários nossos quando queremos nos aproximar de Deus. Se conhecermos bem o Deus da Bíblia, saberemos que podemos nos aproximar certos de Sua graça e misericórdia - não pela medida do que merecemos (pois não merecemos), mas pela medida de Seu amor por nós. É o amor Dele que me cativa e me mantém longe do mal. O sexo não é mal, mas a lascívia dentro de mim sim.

Continua no próximo post.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sobre a Existência Humana


Seres humanos. Sempre nos surpreendendo. E, seja de uma maneira positiva, negativa ou neutra, mesmo estando eu mesmo interagindo também, consigo me colocar como um observador do comportamento humano e admirar o fenômeno. Muitas vezes gostaríamos que as pessoas fossem diferentes, mas tem coisas que não estão ao nosso alcance mudar. Muitas vezes gostaria de ajudar, mas às vezes não sou eu quem pode ajudar. E isso não é discurso de quem quer se esquivar: é, na verdade, a constatação de alguém que busca ao máximo estar disponível. Seja como for, Deus tem me ensinado, a despeito das minhas possibilidades, a exercitar a compaixão, a misericórdia, a olhar com os olhos Dele, a amar ao próximo com o amor ágape. Na verdade não é um esforço, mas um dom - embora possa ser exercitado. Me colocar no lugar do outro, imaginar sua dor, enxergar suas qualidades em meio às suas sombras. Entender que, assim como eu, as pessoas têm suas limitações e pontos cegos. Mas são alvos da graça de Deus, são amadas por Ele, são únicas e especiais.

Mais difícil é às vezes nos enxergarmos também como alvos dessa graça diária, em meio à tirania de um ânimo fragilizado pelas batalhas da vida. Precisando a cada dia entendermos: Deus olha pra nós com esse mesmo olhar de compaixão, que é perfeito na medida de Sua perfeição e Amor incomparável. Ele não é apenas um observador admirado, mas um Deus que intervém, que se aproxima, que nos toma pela mão, que nos sustenta, que nos chama pelo nome, que nos resgata de nós mesmos, que nos mostra nosso valor Nele, que restaura Sua imagem em nós. Que renova nosso vigor quando estamos cansados, que nos ensina a caminhar, que nos dá esperança, que nos enche de sonhos e cumpre em nossas vidas Seus perfeitos desígnios. Ah, eu amo ser amado por Deus! Eu amo amá-Lo porque Ele é o próprio Amor e me permite amá-Lo. Tenho aprendido a amar Nele, tenho aprendido a me amar Nele, tenho aprendido a amar meu próximo Nele. Tenho aprendido a amar a vida apesar das suas intempéries! Tenho aprendido que é preciso me mover por esse Amor. Sair dos meus comodismos, das minhas letargias existenciais, ir ao encontro da Vida, produzir, realizar, alcançar sonhos, promessas, incluir outros nesses sonhos, me cuidar, valorizar, aprender sempre, recuar sempre que necessário (o que também é avançar) e avançar sempre. Parar é ficar pra trás, é desistir. O tempo é uma dádiva de Deus - o usemos pra Sua glória e pro nosso próprio bem - como diria Jonathan Edwards.